Saí do apartamento que vivia com meu namorado-marido (ainda não consigo definir se era namoro, se era casamento, alguns insistem em casamento, eu mesma não sei) em novembro, exatamente dia 22 de novembro, levei uma mala com as roupas que mais usava, levei meu espelho que me acompanha por 6 anos ( e que por algum mistério insiste em me odiar, sempre que me vejo nele, estou mais gorda ou mais magra do que na realidade, meu cabelo sempre ta estranho, mas enfim, ele é meu companheiro, mesmo me odiando), levei algumas roupas de cama e sapatos e todo resto ( que não era muita coisa) ficou.
Só voltei pra buscar o resto das minhas coisas em Janeiro, não lembro a data exata, a sensação que tive assim que entrei no apartamento foi de nunca ter vivido ali, mesmo estando a maioria das coisas do mesmo jeito que deixei, o ar da casa era o mesmo, as paredes amarelo-hospital (que eu odiava) eram as mesmas e até o quadro de um beijo nosso que ficava sobre a cama estava la, aliás acho que aquele quadro era a única prova concreta de algum dia eu estivera ali.
Arrumei o resto de minhas coisas com ajuda de uma amiga, eu ficava evitando esse dia com medo do que poderia sentir, afinal estava deixando um vida pra trás, mas não tive a sensação de deixa-la, a sensação que tive foi de nunca ter feito parte dela. Não aquela casa não era minha casa, nunca foi.
Desde que nos separamos, nunca pensei que fosse me arrepender, afinal não estava sendo feliz, não o fazia feliz, mas sempre fica aquele pensamento e se eu estiver fazendo a coisa errada? Mas hoje quando olho pra trás tenho a certeza de que não, eu não fiz a coisa errada, acredito ainda que foi um dos poucos momentos da minha vida em que fiz a coisa certa.
Casos do meu dia a dia, manias cotidianas, vícios, livros, filmes, seriados e mais um monte de blá, blá, blá...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Expectativas...sempre elas...
Não é a primeira vez que elas aparecem por aqui, já briguei tanto comigo por alimenta-las, já disse não esperar mais nada de nada...mas a grande verdade é ainda crio expectativas, não tanto como criava antigamente, mas ainda sim crio.
A gente sente quando alguma coisa vai desandar não sente? eu pelo menos sinto, alias fico atenta a isso, pra não perder meu tempo e nem fazer com que a pessoa perca o dela, em alguns casos eu até aviso " olha nem precisa me ligar, não vamos sair de novo", o cara se assusta algumas vezes, mas depois caí em si e vê que tenho razão.
Mas quando tudo parece "perfeito" vocês encontram tudo em comum, as piadas se encaixam, mesmo não querendo, você cria expectativa do próximo encontro, mas depois de uma semana ele simplesmente não aparece.
Eu disse que não procurava um relacionamento (ainda não estou procurando), mas não consigo parar de pensar o que aconteceu de errado, onde foi que desandou que mesmo comigo olhando atentamente passou batido. Provavelmente amanhã já nem pensarei nisso, ando seguindo o conselho da minha tia e vivendo um dia de cada vez e vendo o que acontece, mas hoje exatamente hoje, tenho certeza que isso ficará martelando na minha cabeça.
terça-feira, 3 de maio de 2011
30 dias sozinha?
Mas minha prioridade não é achar um alguém neste momento e sim achar a mim mesma (que ando mais perdida que cego em tiroteio), então mesmo a promessa tendo sido quebrada ainda mantenho seu sentido.
sábado, 23 de abril de 2011
Sozinha...
Desde os 15 anos quando tive meu primeiro namorado, nunca mais fiquei sozinha, sempre engatei um namoro no outro, venho saindo e entrando em relações há 11 anos.
Nunca passei um mês se quer sozinha, porque mesmo que não tivesse um namorado, tinha um ficante, um rolo, do mesmo jeito que enlouqueço quando estou apaixonada, enlouqueço quando estou sozinha e pra não ficar presa a relação passada, quase sempre procuro uma relação nova que seja conturbada o suficiente para me fazer gastar todas as minhas energias nela e esquecer-me do passado. Mas isso não tem funcionado mais.
Ontem a noite fiquei me questionando sobre isso, e hoje acordei decidida a ficar um mês que seja sozinha comigo mesmo, sem relação conturbada pra ajudar, sem caras problematicos, só eu e eu mesma.
Então a partir de hoje nada de beijou ou sexo sem compromisso!
Nunca passei um mês se quer sozinha, porque mesmo que não tivesse um namorado, tinha um ficante, um rolo, do mesmo jeito que enlouqueço quando estou apaixonada, enlouqueço quando estou sozinha e pra não ficar presa a relação passada, quase sempre procuro uma relação nova que seja conturbada o suficiente para me fazer gastar todas as minhas energias nela e esquecer-me do passado. Mas isso não tem funcionado mais.
Ontem a noite fiquei me questionando sobre isso, e hoje acordei decidida a ficar um mês que seja sozinha comigo mesmo, sem relação conturbada pra ajudar, sem caras problematicos, só eu e eu mesma.
Então a partir de hoje nada de beijou ou sexo sem compromisso!
sexta-feira, 22 de abril de 2011
A maior vergonha da minha vida... final!
Como eu disse anteriormente, passear vestida de coelhinha da playboy ás 9 da minha seria a maior vergonha da minha vida até (claro) a proxima vergonha. Dar um tapa com a mão fechada na cara do ex e fazer o nariz dele sangrar.
Era um dos churrascos de formatura da minha amiga, já tinha perguntado se o ex iria, ela me garantiu que não, mesmo tendo combinado de que seriamos amigos, desde a minha ultima ida ao apartamento dele pra pegar o resto das minhas coisas, senti que nao seriamos amigos (mesmo eu querendo muito).
Todo o dia correu bem, o churrasco já estava no fim quando ele apareceu por lá, claro, eu ja estava bebada, ele estava com sua nova namoradinha-ficante-affair. Se tem uma coisa que eu faço quando estou bebada, é tentar resolver as coisas, mesmo que não tenha nada ser resolvido, eu vejo conflitos onde não tem e tento resolve-los.
Fui perguntar a ele o que tava rolando, perguntei sobre a fulaninha que estava com ele, em dois minutos de conversa, trocamos de lugar, eu era a ex desiludida com dor de cotovelos e ele o bonzão que me deu o fora.
Ele disse que não tinha mais nada a conversar e pegou o microfone e comunicou a todos presentes que nossa relação e a cerveja já tinham acabado e nada se podia fazer. Todo mundo me olhou, minha primeira vontade foi de chorar (sou uma bebada chorona tb) e segunda de jogar meu copo de cerveja na cara dele.
Joguei a cerveja (mas claro, chorei tb) e ele com cara e roupa toda molhada de cerveja foi a pessoa mais cruel do mundo, ele sabe exatamente o que falar pra me magoar e deixar com raiva, sempre me disseram que a raiva cega, descobri que estavam certos, fiquei cega, e quando dei por mim ja tinha acertado o nariz dele e jorrava sangue e todos me encaravam, de ex desiludida com dor de cotovelo passei para ex neurotica-maluca-barraqueira.
Eu digo uma coisa meus amigos, sim essa é a maior vergonha da minha Vida. ( ate a proxima que espero que demore muito)
Era um dos churrascos de formatura da minha amiga, já tinha perguntado se o ex iria, ela me garantiu que não, mesmo tendo combinado de que seriamos amigos, desde a minha ultima ida ao apartamento dele pra pegar o resto das minhas coisas, senti que nao seriamos amigos (mesmo eu querendo muito).
Todo o dia correu bem, o churrasco já estava no fim quando ele apareceu por lá, claro, eu ja estava bebada, ele estava com sua nova namoradinha-ficante-affair. Se tem uma coisa que eu faço quando estou bebada, é tentar resolver as coisas, mesmo que não tenha nada ser resolvido, eu vejo conflitos onde não tem e tento resolve-los.
Fui perguntar a ele o que tava rolando, perguntei sobre a fulaninha que estava com ele, em dois minutos de conversa, trocamos de lugar, eu era a ex desiludida com dor de cotovelos e ele o bonzão que me deu o fora.
Ele disse que não tinha mais nada a conversar e pegou o microfone e comunicou a todos presentes que nossa relação e a cerveja já tinham acabado e nada se podia fazer. Todo mundo me olhou, minha primeira vontade foi de chorar (sou uma bebada chorona tb) e segunda de jogar meu copo de cerveja na cara dele.
Joguei a cerveja (mas claro, chorei tb) e ele com cara e roupa toda molhada de cerveja foi a pessoa mais cruel do mundo, ele sabe exatamente o que falar pra me magoar e deixar com raiva, sempre me disseram que a raiva cega, descobri que estavam certos, fiquei cega, e quando dei por mim ja tinha acertado o nariz dele e jorrava sangue e todos me encaravam, de ex desiludida com dor de cotovelo passei para ex neurotica-maluca-barraqueira.
Eu digo uma coisa meus amigos, sim essa é a maior vergonha da minha Vida. ( ate a proxima que espero que demore muito)
terça-feira, 19 de abril de 2011
A maior vergonha da minha vida...parte 1
Na adolescencia fiz coisas que considerava na época as piores vergonhas da minha vida, como vomitar na frente de menino, ficar bêbada... mal sabia eu que isso era só o começo, que vomitar na frente de um cara não seria mais vergonha que vomitar nele ( isso já aconteceu comigo, até hoje o cara não vê com bons olhos) e que ficar bêbada, bem, isso seria normal, não seria vergonha nenhuma (tá algumas vezes costuma ser vergonhoso, mas na maioria é só engraçado mesmo).
Mas desde que deixei de ser adolescente, de todas as minhas vergonhas, a maior vergonha da minha vida seria, eu voltando de uma festa a fantasia ás 9 da manhã de sábado depois de dormir na casa de um cara. Esse episódio pertence a minha lista de coisas que preciso esquecer.
Lembro como se fosse hoje, sol de verão rachando, eu de meia calça preta, salto alto e claro com todos os acessórios que me configuravam como uma coelhinha da playboy, que eram a gravata borboleta, punhos de camisa social e claro orelhas! Eu não estava só com aquele maiô preto que elas usam (grazadeus),coloquei uma sainha (minúscula) também, o que não mudou muito coisas, ainda sim tinha cara de prostituta que acabava de voltar de uma despedida de solteiros.
Fui apontada por criança, homem, mulher, não tinha ninguém que não olhasse pra mim e falasse alguma coisa, desconfio que até os cachorros que passavam por mim davam uma olhadinha, a vontade que eu tinha era de abrir um buraco no chão e ir cavando ate em casa, alguns podem se perguntar, por que ela não pegou um taxi? ela não pegou 1 taxi por 2 motivos, primeiro, a distancia da casa do cara até a casa dela era consideravelmente curta (apesar de ter ficado gigantesca quando me dispus a andar) e segundo, porque essa coelhinha tinha voltado de uma festa a fantasia e não de uma despedida de solteiro, então não tinha um tostão no bolso, alias não tinha nem bolso.
Essa seria a grande vergonha da minha vida, claro se eu não tivesse aprontado mais algumas...(continua)
Mas desde que deixei de ser adolescente, de todas as minhas vergonhas, a maior vergonha da minha vida seria, eu voltando de uma festa a fantasia ás 9 da manhã de sábado depois de dormir na casa de um cara. Esse episódio pertence a minha lista de coisas que preciso esquecer.
Lembro como se fosse hoje, sol de verão rachando, eu de meia calça preta, salto alto e claro com todos os acessórios que me configuravam como uma coelhinha da playboy, que eram a gravata borboleta, punhos de camisa social e claro orelhas! Eu não estava só com aquele maiô preto que elas usam (grazadeus),coloquei uma sainha (minúscula) também, o que não mudou muito coisas, ainda sim tinha cara de prostituta que acabava de voltar de uma despedida de solteiros.
Fui apontada por criança, homem, mulher, não tinha ninguém que não olhasse pra mim e falasse alguma coisa, desconfio que até os cachorros que passavam por mim davam uma olhadinha, a vontade que eu tinha era de abrir um buraco no chão e ir cavando ate em casa, alguns podem se perguntar, por que ela não pegou um taxi? ela não pegou 1 taxi por 2 motivos, primeiro, a distancia da casa do cara até a casa dela era consideravelmente curta (apesar de ter ficado gigantesca quando me dispus a andar) e segundo, porque essa coelhinha tinha voltado de uma festa a fantasia e não de uma despedida de solteiro, então não tinha um tostão no bolso, alias não tinha nem bolso.
Essa seria a grande vergonha da minha vida, claro se eu não tivesse aprontado mais algumas...(continua)
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Insonia...
È possível seguir em frente sem se desgarrar do passado? Obviamente que não ne? A vida tem um tem esquema pronto, vc se desprende do passado e segue em frente, é assim não é? Então por que comigo não esta sendo assim? e não venham me dizer que não estou deixando o passado, porque estou sim, tenho realmente deixado o passado, mas vire e mexe bato de frente com ele em alguma esquina, e todo meu trabalho de superação vai pelo ralo.
E com isso vou conciliando passado e presente, não deixo um nem outro, mesmo porque quem é que deixa de viver o presente pra viver no passado? Ninguém né? Mas infelizmente não consigo me concentrar no presente.
E quando leio por aí sobre como seguir em frente, vejo que estou seguindo os passo certos, vejo que estou fazendo exatamente como manda o figurino, tenho saído, conhecido novas pessoas, deixando que elas façam parte da minha vida e tudo mais, então por que o passado ainda fica aqui a espreita, quando deveria ficar no mínimo esquecido, por que apagar é impossível.
Eu só queria poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir, e não ficar refazendo toda a historia na minha cabeça, procurando pelos os meus erros (sim, meus erros) vivo com a sensação de que tudo errado foi culpa minha. E nesse eterno remoer de fatos passados, passa-se mais uma noite e eu não durmo.
E com isso vou conciliando passado e presente, não deixo um nem outro, mesmo porque quem é que deixa de viver o presente pra viver no passado? Ninguém né? Mas infelizmente não consigo me concentrar no presente.
E quando leio por aí sobre como seguir em frente, vejo que estou seguindo os passo certos, vejo que estou fazendo exatamente como manda o figurino, tenho saído, conhecido novas pessoas, deixando que elas façam parte da minha vida e tudo mais, então por que o passado ainda fica aqui a espreita, quando deveria ficar no mínimo esquecido, por que apagar é impossível.
Eu só queria poder colocar a cabeça no travesseiro e dormir, e não ficar refazendo toda a historia na minha cabeça, procurando pelos os meus erros (sim, meus erros) vivo com a sensação de que tudo errado foi culpa minha. E nesse eterno remoer de fatos passados, passa-se mais uma noite e eu não durmo.
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