Quando comento com alguém que em breve me mudarei para cidade de Curitiba, todos falam a mesma coisa: "nossa, que legal, Curitiba é uma cidade maravilhosa, as pessoas são lindas, o clima é europeu", de tanto escutar coisas do tipo, um dia perdi a paciencia, comentei com um conhecido que estava de mudança, e quando ele soltou coisas como a frase acima, eu o perguntei, você já foi a Curitiba? ele ficou um pouco desconcertado e disse que não, perguntei, você já foi a Europa? Bem...não, ele respondeu ficando mais desconcertado ainda, e eu já disparei, então como você pode me dizer que Curitiba é uma cidade maravilhosa e com ar Europeu, se você não foi nem a Curitiba, nem a Europa.
Olha vou dizer para vocês, meu primeiro contato com a cidade de Curitiba não foi dos melhores, estava um calor dos infernos aqui na minha cidade, então em nenhum momento pensei que pudesse estar fazendo frio em algum lugar, tá pode ter sido um conclusão idiota, mas eu concluí isso e pronto, cheguei a Curitiba e nunca tinha visto um céu mais cinza, e ventava gelado( talvez seja por isso, a comparação com a Europa, bem nunca fui a Europa, então nem sei porque disse isso), eu claro com roupas de verão, tinha lavado somente um blazer levinho (nunca viajo sem um casaquinho, mesmo que levinho, como foi o caso), então, como podem concluir, eu congelei, e nada me irrita mais do que senti frio.
Fui com meu noivo para ajuda-lo a encontrar um apto, então logo no primeiro dia que em que chegamos a cidade, já saímos em busca do apto, e como qualquer pessoa em cidade desconhecida, pedíamos informações, sobre ruas, ônibus e etc, qual foi a nossa surpresa, os Curitibanos, não são pessoas solicitas, quando não nos ignoravam, respondiam de forma ríspida apertando o passo, e vou dizer para vocês, para mim nada deixa uma pessoa mais feia do que falta de educação, então se eram pessoas lindas, automaticamente já ficaram feias.
E ainda por azar, nessa primeira semana na cidade, em busca de apto, sabe aqueles lugares feios da cidade que nunca são mostrados nos cartões postais? era impressionante como caímos sempre neles ou seja, a minha primeira impressão da cidade foi péssima.
Mas não podemos negar, o jardim Botânico é lindo, as ruas da cidade são bem limpas e o transporte público aparentemente funciona ( apesar de algumas pessoas já terem falado que não funciona como deveria, mas vindo de uma cidade em que ônibus que deveria passar as de meia em meia hora, passa de uma em uma hora, eu achei que funcionava). A ópera de arame foi uma decepção, vocês sabiam que fica tudo trancado? eu não sabia, então imagina, depois de atravessar toda a cidade para vê-la e descobri que fica fechado, foi realmente decepcionante.
Estou de volta a minha cidade, minha mudança definitiva será só em setembro, meu noivo diz que não posso odiar uma cidade na qual provavelmente morarei por muito tempo, mas eu não odeio Curitiba, acredito que tivemos um inicio ruim, mas realmente queria entender de onde veio essa consciência coletiva que é uma cidade maravilhosa.
Casos do meu dia a dia, manias cotidianas, vícios, livros, filmes, seriados e mais um monte de blá, blá, blá...
quinta-feira, 7 de maio de 2015
domingo, 29 de março de 2015
Curitiba eu já vou...
"Mudança é o ato ou efeito de mudar, de dispor de outro modo.
É um substantivo feminino que dependendo do contexto que se emprega pode ter diferentes sentidos:
Eu, como muitas outras pessoas, não sei lidar com mudanças, apesar de ser uma pessoa extremamente desorganizada, eu tenho um roteiro pronto na cabeça que sigo todos os dias, e quando alguma coisa interfere nesse roteiro, fico completamente perdida, exatamente como estou agora.
Meu noivo depois de cansáveis 7 meses, teve a merecida e aguardada oportunidade, e isto seria maravilhoso, se não envolvesse uma grande mudança, ele se mudou para cidade de Curitiba, o que significa que também me mudarei para lá.
Todos estão vibrando com isso, as nossas famílias (mais a dele do que a minha na verdade), nossos amigos e nós também, porque esperamos muito por isso, mas passada minha euforia inicial, agora sou tomada pelo desespero, um desespero profundo,quando me dou conta que isso será uma grande mudança na minha vida, e pensar em mudar me apavora.
Terei que me desfazer da minha casa, não sou uma pessoa apegada aos bens materiais, longe disso, mas quando penso que terei que me desfazer de muito dos meus pertences, para não dizer quase tudo (é inviável levar um caminhão de mudança daqui), sinto que estou deixando parte da minha vida para trás, porque além dos meu pertences, ficarão amigos e meu trabalho.
Sim, eu sei, parece exagerado, estou apenas mudando de estado, não de país nem nada, mas é que durante muito tempo parece que tudo que eu fazia dava errado, sabe aquelas fases que nada da certo na vida da gente, e sempre tem alguém pra te dizer que sua hora vai chegar, que maré ruim vai passar? pois é, estou exatamente nesse momento, quando maré ruim passou, quando tudo parece dar certo. E justamente nesse momento, minha vida vai mudar, eu vou me mudar.
Começarei novamente do zero, e o começar do zero, para mim é sempre doloroso, acho que por isso não gosto das mudanças, porque elas geralmente implicam em um recomeço. Há quem ame recomeçar, mas eu não sou esse tipo de pessoa, como eu disse eu tenho um roteiro pronto na minha cabeça, e recomeço bagunça com ele.
Mas me mudarei em 6 meses, e será a segunda grande mudança da minha vida (a primeira foi quando vim para cá sozinha, morar numa cidade estranha para estudar), espero não enlouquecer até lá, pois ainda terei que me casar, ou seja, ainda tenho um casamento para programar, é serio, espero mesmo não enlouquecer, terei que lidar com muitas coisas de um vez só, não sei se consigo programar tudo isso no meu roteiro interno.
É um substantivo feminino que dependendo do contexto que se emprega pode ter diferentes sentidos:
- Pôr em outro lugar, remover, deslocar;
- Dar outra direção, desviar;
- Tirar para por outro, substituir;
- Transferir para outro local;
- Alterar, modificar;
- Trocar, deixar para outro, cambiar;
- Fazer apresentar-se sob outro aspecto, transformar;
Eu, como muitas outras pessoas, não sei lidar com mudanças, apesar de ser uma pessoa extremamente desorganizada, eu tenho um roteiro pronto na cabeça que sigo todos os dias, e quando alguma coisa interfere nesse roteiro, fico completamente perdida, exatamente como estou agora.
Meu noivo depois de cansáveis 7 meses, teve a merecida e aguardada oportunidade, e isto seria maravilhoso, se não envolvesse uma grande mudança, ele se mudou para cidade de Curitiba, o que significa que também me mudarei para lá.
Todos estão vibrando com isso, as nossas famílias (mais a dele do que a minha na verdade), nossos amigos e nós também, porque esperamos muito por isso, mas passada minha euforia inicial, agora sou tomada pelo desespero, um desespero profundo,quando me dou conta que isso será uma grande mudança na minha vida, e pensar em mudar me apavora.
Terei que me desfazer da minha casa, não sou uma pessoa apegada aos bens materiais, longe disso, mas quando penso que terei que me desfazer de muito dos meus pertences, para não dizer quase tudo (é inviável levar um caminhão de mudança daqui), sinto que estou deixando parte da minha vida para trás, porque além dos meu pertences, ficarão amigos e meu trabalho.
Sim, eu sei, parece exagerado, estou apenas mudando de estado, não de país nem nada, mas é que durante muito tempo parece que tudo que eu fazia dava errado, sabe aquelas fases que nada da certo na vida da gente, e sempre tem alguém pra te dizer que sua hora vai chegar, que maré ruim vai passar? pois é, estou exatamente nesse momento, quando maré ruim passou, quando tudo parece dar certo. E justamente nesse momento, minha vida vai mudar, eu vou me mudar.
Começarei novamente do zero, e o começar do zero, para mim é sempre doloroso, acho que por isso não gosto das mudanças, porque elas geralmente implicam em um recomeço. Há quem ame recomeçar, mas eu não sou esse tipo de pessoa, como eu disse eu tenho um roteiro pronto na minha cabeça, e recomeço bagunça com ele.
Mas me mudarei em 6 meses, e será a segunda grande mudança da minha vida (a primeira foi quando vim para cá sozinha, morar numa cidade estranha para estudar), espero não enlouquecer até lá, pois ainda terei que me casar, ou seja, ainda tenho um casamento para programar, é serio, espero mesmo não enlouquecer, terei que lidar com muitas coisas de um vez só, não sei se consigo programar tudo isso no meu roteiro interno.
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Eu escrevo, tu digitas, nós advogamos...
As vezes me bate uma vontade de escrever, mas é de escrever meesmo, pegar meu diário (sim, sou dessas da época de diário, e ainda tenho um pra contar a historia) e só parar quando der caimbra nos dedos pela posição de se segurar a caneta. Sempre escrevi, até hoje não sei de quem foi o primeiro diário que ganhei de presente, só que desde a primeira vez em que pus os olhos ( e claro as mãos) em um, nunca mais parei.
Escrever se tornou um habito, e a cada conflito, eu precisava externar e por no diário. Mas tem tempos que não escrevo, até daqui sumi, mas vire e mexe me pego pensando em escrever, tenho um caderno em branco na cabeceira da cama, há dias que sinto como se ele gritasse por mim, mas não escrevo, olho meio de rabo de olho, muito do que faço ás vezes, é digitar! e convenhamos amigos, digitar, não é o mesmo que ESCREVER, nem sinominos são! (procurei no dicionário, não são não, apesar de acharmos), sinonimos de escrever é grafar, anotar e por ai vai.
Durante uns bons anos da minha vida, me imaginei sendo uma escritora, tinha tanto a escrever, de mim, dos outros, de todos, tantas histórias pra contar, algumas verdadeiras, outras inventadas (não dizem que escritores tem de ser criativos?), me imaginava ganhando o mundo, fazendo leituras pelas minhas livrarias favoritas, bem como sessão de autografos.
Mas a medida que o tempo avança, outras coisas vão surgindo, e hoje, quando me olho, vejo que essa escritora esta cada vez mais difícil de surgir, mas há um vislumbre de uma boa advogada (pelo menos andam dizendo por ai), talvez esteja na hora de trocar o verbo, e o advogar esteja mais apropriado.
Escrever se tornou um habito, e a cada conflito, eu precisava externar e por no diário. Mas tem tempos que não escrevo, até daqui sumi, mas vire e mexe me pego pensando em escrever, tenho um caderno em branco na cabeceira da cama, há dias que sinto como se ele gritasse por mim, mas não escrevo, olho meio de rabo de olho, muito do que faço ás vezes, é digitar! e convenhamos amigos, digitar, não é o mesmo que ESCREVER, nem sinominos são! (procurei no dicionário, não são não, apesar de acharmos), sinonimos de escrever é grafar, anotar e por ai vai.
Durante uns bons anos da minha vida, me imaginei sendo uma escritora, tinha tanto a escrever, de mim, dos outros, de todos, tantas histórias pra contar, algumas verdadeiras, outras inventadas (não dizem que escritores tem de ser criativos?), me imaginava ganhando o mundo, fazendo leituras pelas minhas livrarias favoritas, bem como sessão de autografos.
Mas a medida que o tempo avança, outras coisas vão surgindo, e hoje, quando me olho, vejo que essa escritora esta cada vez mais difícil de surgir, mas há um vislumbre de uma boa advogada (pelo menos andam dizendo por ai), talvez esteja na hora de trocar o verbo, e o advogar esteja mais apropriado.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
30 anos, cruzando a Ipiranga com avenida São João.
Nunca tinha ido em São Paulo, na Capital, o máximo de São Paulo que conheci nestes 30 anos de minha vida, foi o terminal Tietê, sempre de passagem para o interior. Mas no dia 25 desde mês, no terminal Tietê, ao invés de correr pelas escadas em busco próximo guichê, peguei o trem.
Não íamos para Bauru, já estava decidido, e apesar de meu noivo ( nunca me acostumo com isso, nem com a aliança no dedo) ter ficado muito triste por perder o casamento de um dos seus melhores amigos, ir até Bauru, ficaria muito caro, e no momento não estávamos podendo arcar com uma despesa dessas.
Meu namorado, ops, noivo, acabou de defender o doutorado, e esta procurando trabalho, não ele não quer seguir e carreira acadêmica, e não, não quer ser professor universitário, depois de alguns emails enviados, mensagens trocadas, surgiu uma entrevista em São Paulo, sim, na capital. Ainda prevalecia, a ordem de que não podemos gastar, ele iria de onibus na quarta, a entrevista era na quinta, e voltaria na quinta noite mesmo.
Meu noivo (namorado, quase marido), deixou para comprar a passagem na quarta, coisa inédita, ele é do tipo que se viaja na sexta, vai comprar a passagem na segunda feira, senão no domingo ( mas ele é assim, somente nas questões referentes a viagens, para todo resto, ele deixa tudo pra ultima hora, o que me deixa num estado nervos louco), não tinha mais passagens para São Paulo na quarta feira. Por um minuto pensei que ele ia surtar, ficamos lá parados pensando no que fazer, até que ele teve a ideia de alugar um carro, da ideia de alugar um carro, acabamos no carro do pai dele, com um gps em mãos, um mapa do google na outra, na mala roupas de festa, e #partiusãopaulo e depois #partiubaurucasamento.
Conhecer São Paulo, fazer 30 anos, tudo isso de uma vez, num fim de semana, alguma coisa aconteceu no meu coração, e foi bem antes de cruzar a Ipiranga com a Avenida São João.
São Paulo, é uma cidade fria, apressada, que aparenta não ter coração, as pessoas passam por você, como se você não estivesse no caminho, sabe aquele cumplicidade no olhar de alguém que esta na mesma situação que você (correndo para pegar o metrô), não existe, na verdade existe competição no olhar, daquela do tipo, vou passar na sua frente te dar uma rasteira e ainda sentar no seu lugar no trem. Senti um desespero, e me disseram, se você vier para cá, você se acostuma com essa correria, escutei isso e me lembrei daquela máxima, de como nos acostumamos a tudo, até com que é ruim e faz mal.
Fiz 30 anos no sábado da mesma semana, já em Bauru, e pela primeira vez, me dei conta de que sim, me importo com meu aniversário, passei 29 anos achando que não me importava, mas nunca tinha passado um aniversário sequer longe de casa, e justo nos 30, os tão caóticos 30, eu estava tão longe, sendo somente meu namorado a rosto conhecido, foi um dia frio e chuvoso, e era dia 26 de julho, mas não era meu aniversário, não parecia, nem de longe.
A noite foi uma verdadeira festa, mas ainda sim não era meu aniversário, era um casamento, um belo casamento, não meu aniversário.
Meus 30 anos na verdade, chegaram no dia 29 de julho, (e não rotineiramente no dia 26 como vem sendo durante 29 anos) com uma festa surpresa (realmente de surpresa, não sabia de nada mesmo, justo eu, que como disse meu namorado, sou a descobridoras de festas surpresa)com rostos sorridentes e conhecidos, uma caneca linda em mãos, finalmente completei 30 anos.
Não íamos para Bauru, já estava decidido, e apesar de meu noivo ( nunca me acostumo com isso, nem com a aliança no dedo) ter ficado muito triste por perder o casamento de um dos seus melhores amigos, ir até Bauru, ficaria muito caro, e no momento não estávamos podendo arcar com uma despesa dessas.
Meu namorado, ops, noivo, acabou de defender o doutorado, e esta procurando trabalho, não ele não quer seguir e carreira acadêmica, e não, não quer ser professor universitário, depois de alguns emails enviados, mensagens trocadas, surgiu uma entrevista em São Paulo, sim, na capital. Ainda prevalecia, a ordem de que não podemos gastar, ele iria de onibus na quarta, a entrevista era na quinta, e voltaria na quinta noite mesmo.
Meu noivo (namorado, quase marido), deixou para comprar a passagem na quarta, coisa inédita, ele é do tipo que se viaja na sexta, vai comprar a passagem na segunda feira, senão no domingo ( mas ele é assim, somente nas questões referentes a viagens, para todo resto, ele deixa tudo pra ultima hora, o que me deixa num estado nervos louco), não tinha mais passagens para São Paulo na quarta feira. Por um minuto pensei que ele ia surtar, ficamos lá parados pensando no que fazer, até que ele teve a ideia de alugar um carro, da ideia de alugar um carro, acabamos no carro do pai dele, com um gps em mãos, um mapa do google na outra, na mala roupas de festa, e #partiusãopaulo e depois #partiubaurucasamento.
Conhecer São Paulo, fazer 30 anos, tudo isso de uma vez, num fim de semana, alguma coisa aconteceu no meu coração, e foi bem antes de cruzar a Ipiranga com a Avenida São João.
São Paulo, é uma cidade fria, apressada, que aparenta não ter coração, as pessoas passam por você, como se você não estivesse no caminho, sabe aquele cumplicidade no olhar de alguém que esta na mesma situação que você (correndo para pegar o metrô), não existe, na verdade existe competição no olhar, daquela do tipo, vou passar na sua frente te dar uma rasteira e ainda sentar no seu lugar no trem. Senti um desespero, e me disseram, se você vier para cá, você se acostuma com essa correria, escutei isso e me lembrei daquela máxima, de como nos acostumamos a tudo, até com que é ruim e faz mal.
Fiz 30 anos no sábado da mesma semana, já em Bauru, e pela primeira vez, me dei conta de que sim, me importo com meu aniversário, passei 29 anos achando que não me importava, mas nunca tinha passado um aniversário sequer longe de casa, e justo nos 30, os tão caóticos 30, eu estava tão longe, sendo somente meu namorado a rosto conhecido, foi um dia frio e chuvoso, e era dia 26 de julho, mas não era meu aniversário, não parecia, nem de longe.
A noite foi uma verdadeira festa, mas ainda sim não era meu aniversário, era um casamento, um belo casamento, não meu aniversário.
Meus 30 anos na verdade, chegaram no dia 29 de julho, (e não rotineiramente no dia 26 como vem sendo durante 29 anos) com uma festa surpresa (realmente de surpresa, não sabia de nada mesmo, justo eu, que como disse meu namorado, sou a descobridoras de festas surpresa)com rostos sorridentes e conhecidos, uma caneca linda em mãos, finalmente completei 30 anos.
sábado, 7 de junho de 2014
"Não é fácil...."
"Não é fácil, não pensar em você
Não é fácil, é estranho
Não te contar meus planos, não te encontrar
Todo dia de manhã enquanto eu tomo o meu café amargo
É, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado
Na verdade, eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil" *
Já faz um ano, e ainda é difícil acreditar, ainda me pego querendo te ligar sempre que alguma coisa acontece, tem coisas que só você entenderia, e é difícil fazer com que as outras pessoas entendam isso.
Queria te contar, como foi o casamento do meu cunhado, consigo escutar você dizendo, como eu era sortuda, de uma amiga ter morrido justo na véspera e eu ter uma desculpa perfeita e incontestável para não ir no casamento sem meu namorado, e realmente seria perfeito mesmo, se essa amiga não tivesse sido você. E sim, eu fui no casamento, e não briga comigo por não ter aproveitado a oportunidade da desculpa perfeita, mas eu precisava ir, indo eu não tinha que encarar a realidade de que você não estava aqui.
Queria muito que você tivesse aqui, quando recebi a tão suada carteira da OAB, como íamos comemorar, que finalmente eu podia pedir demissão do meu emprego e não engolir mais sapo nenhum, claro, você voltaria atrás, e me diria que eu teria que engolir sim mais alguns sapos, mas ele seriam mais fácieis de serem engolidos daqui pra frente.
E você morreria de rir quando eu te contasse do povo de me chamando de doutora nas audiências, que coisa mais ridícula, diríamos, e cairíamos na gargalhada.
Ficaríamos horas comentando sobre Pretty Little Liars, de como a séria estava parecida com nossas vidas já que uma amiga próxima teria morrido, bancaríamos as detetives como na série, tentando encontrar o assassino, pena que já sabíamos quem ele era, e bem antes da morte chegar.
Queria que você tivesse aqui para receber pelo what app a foto da minha mão com a aliança de noivado, e queria receber sua ligação logo em seguida, comentaríamos como escolhi uma aliança simples, e você falaria do seu espírito de rica e teria com certeza escolhido uma bem mais cara.
Queria que você tivesse aqui todos os dias, queria de volta nossas caminhas em volta da lagoa, sempre prometendo a terceira volta, que nunca viria.
Queria que tivesse aqui para falarmos sobre vida das pessoas, sobre as péssimas escolhas delas ou das boas escolhas, ou de como seriam as nossas escolhas se tivéssemos no lugar delas, e sim nossas escolhas seriam melhores, sempre.rs.
Precisava de você aqui para ajudar a escolher o meu vestido de noiva, para concordar comigo sobre as coisas que ninguém concorda e escutar das outras pessoas que vivíamos num mundo só nosso, e sabe, vivíamos mesmo e era tão bom.
Queria você aqui pra eu te dizer, que sim, encontrei o amor, aquele que seu pai e eu insistíamos em procurar, e queria escutar você rindo e dizendo que quem podia imaginar, que um caso tão bagunçado fosse acabar mesmo em casamento, e faríamos imensas comparações entre meu noivo e meu ex, e você diria novamente, de como eu sou sortuda com namorados e me diria que era bom mesmo eu me casar e não inventasse mais moda.
Queria você aqui, para juntas planejarmos tudo, mas você não concordaria com o cardápio, "como assim feijão tropeiro num casamento", e eu falaria que queria assim e pronto, seriam muitas discussões sobre "o pagode na laje" que eu estava chamando de casamento.
Eu realmente espero que os espíritas estejam certos, e que em algum momento vamos nos reencontrar amiga, por que a vida sem você não tem mais a mesma cor, não tem mais o mesmo som, é como se minha vida não tivesse completa, e pensar que nunca mais iremos nos encontrar doí demais.
Então, realmente espero que essa vida eterna, tão comentada exista e que em algum momento nos reencontraremos, vamos voltar pra aquele nosso mundo, aquele em que as pessoas diziam que só nós vivíamos.
*Musica Não Fácil, Marisa Monte.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
terça-feira, 2 de julho de 2013
As borboletas...
Queria fazer mais uma tatuagem, pra fazer companhia para meu calango solitário, um que tenho tatuado no quadril, e com essa história de querer outra tattoo, ando reparando as tatuagens de todo mundo que vejo pelas ruas.
Hoje uma me chamou atenção, não por ser bela, mas por ser estranha, eram borboletas pequenininhas, e estavam tatuadas atrás da orelha da moça, sabe quando a gente olha, e não entende o que vê e volta a olhar mais uma vez? Então, foi isso, olhei e a principio achei que era uma cicatriz, mas depois pensei, como assim uma cicatriz azul? deve ser alguma sujeira, mas aí voltei a olhar, e vi que era uma tattoo, pequenas borboletinhas, tão emboladas, que pareciam uma sujeirinha, fiquei encarando, até ficar sem graça, porque, claro a moça percebeu, e me olhou, eu muito sem graça, olhei adiante, como se tivesse tentando um ler um cartaz atrás da sua cabeça.
Atravessei a rua e fui pensando na tatuagem, outro dia um amigo disse que acha que a tatuagem da pessoa tinha que ter um significado na vida desta pessoa, não era só tatuando um troço e pronto, e no dia pensei, a minha não significa nada, ou melhor significa um calango subindo no meu quadril, e só isso, mas agora quando estava escrevendo e pensando no que significaria aquelas borboletas, que mais pareciam sujeira, acabei por me deparar com o significado do meu calango, no momento em que o tatuei, queria coisas permanentes na minha vida, e nada naquele momento, poderia ser mais permanente do que uma tatuagem, eu sei que hoje já tem os tratamentos a laser, que podem remove-las, mas quando olho para o meu calango, eu penso nele como sendo permanente na vida, como se nada pudesse remove-lo.
E talvez seja esse o motivo pelo qual ainda não sei o que tatuar, ou onde tatuar, toda vez que penso numa tatuagem nova, acabo pensando em fazer um calango novo, subindo no meu quadril.
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